
quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Atraso Pontual
( Paulo Leminski )
Ontens e hojes,
amores e ódio,
adianta consultar o relógio?
Nada poderia ter sido feito,
a não ser o tempo em que foi lógico.
Ninguém nunca chegou atrasado.
Bençãos e desgraças
vem sempre no horário.
Tudo o mais é plágio.
Acaso é este encontro
entre tempo e espaço
mais do que um sonho que eu conto
ou mais um poema que faço?
( Paulo Leminski )
Ontens e hojes,
amores e ódio,
adianta consultar o relógio?
Nada poderia ter sido feito,
a não ser o tempo em que foi lógico.
Ninguém nunca chegou atrasado.
Bençãos e desgraças
vem sempre no horário.
Tudo o mais é plágio.
Acaso é este encontro
entre tempo e espaço
mais do que um sonho que eu conto
ou mais um poema que faço?

É, eu confesso que não é exatamente
a realidade que eu esperava encontrar.
Talvez isso mude.
Talvez você entre na minha vida
sem tocar a campainha
e me sequestre de uma vez.
Talvez você pule esses três
ou quatro muros que nos separam
e segure a minha mão,
assim, ofegante, pra nunca mais soltar.
Talvez você ainda possa pular no rio e me salvar.
Ou talvez eu só precise de férias,
um porre
e um novo amor.
Porque no fundo,
eu sei que a realidade que eu sonhava
afundou num copo de cachaça
e virou utopia”.
(Caio Fernandes de Abreu)
a realidade que eu esperava encontrar.
Talvez isso mude.
Talvez você entre na minha vida
sem tocar a campainha
e me sequestre de uma vez.
Talvez você pule esses três
ou quatro muros que nos separam
e segure a minha mão,
assim, ofegante, pra nunca mais soltar.
Talvez você ainda possa pular no rio e me salvar.
Ou talvez eu só precise de férias,
um porre
e um novo amor.
Porque no fundo,
eu sei que a realidade que eu sonhava
afundou num copo de cachaça
e virou utopia”.
(Caio Fernandes de Abreu)
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